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São José é um santo que aparece pouco nos Evangelhos e, ainda assim, tem um papel de destaque em momentos muito relevantes da vida de Jesus e da Virgem Maria.
O Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia sublinha a importância de São José, dizendo:
Deus, na sua providente sabedoria, para realizar o plano da salvação, confiou a José de Nazaré, «homem justo» (cf. Mt 1,19), esposo da Virgem Maria (cf. ibid.; Lc 1,27), uma missão particularmente importante: introduzir legalmente Jesus na estirpe de David, da qual, segundo as promessas, devia nascer o Messias.
São Mateus apresenta José como esposo e como justo, e coloca o seu discernimento no lugar exato onde muitos crentes se reconhecem: quando não se entende tudo, mas se quer fazer o bem.
São José é uma figura extremamente humana. É uma pessoa que duvida, que não compreende totalmente a missão que Deus lhe confiou, mas é capaz de superar as suas dúvidas e de agir, de tomar decisões em momentos críticos que se revelam totalmente determinantes para proteger a sua família.
O culto a São José representa uma das evoluções devocionais mais significativas na história do catolicismo. Desde a estudada indiferença dos Padres da Igreja até à sua proclamação como Patrono Universal da Igreja em 1870, o esposo de Maria passou de uma figura secundária a ocupar um lugar de máxima proeminência litúrgica e espiritual.
A Carta Apostólica Patris Corde do Papa Francisco exprime-o com clareza:
«Depois de Maria, Mãe de Deus, nenhum santo ocupa tanto espaço no Magistério pontifício como José, seu esposo».
Esta evolução responde a uma progressiva compreensão teológica do papel único de José na vida e na salvação de Cristo: não só foi guardião do Redentor e protetor da Virgem, mas também, segundo São João Paulo II em Redemptoris Custos
«Cooperou, na plenitude dos tempos, no grande mistério da salvação».
O labor silencioso de São José, de quem os Evangelhos não recolhem uma única palavra, é um símbolo da fé cega em Deus, da crença na Palavra sem a compreender.
Os primeiros séculos do cristianismo mostraram uma notável reticência em relação à figura de São José. Os Padres da Igreja, como podemos observar em numerosos estudos sobre o material conservado da época, dedicam poucas referências à figura do santo. Todas elas são referências indiretas à Virgem Maria, pois servem para reforçar o conceito da virgindade de Santa Maria. No cristianismo primitivo, São José é mencionado para destacar as virtudes da sua esposa.
A maioria dos especialistas concorda em salientar que existe uma razão teológica por detrás da forma como São José é tratado. Minimizar o santo servia para engrandecer a virgindade de Maria e a filiação divina de Cristo.
O culto a São José começou a desenvolver-se timidamente no século X, quando aparece em calendários de santos irlandeses e alemães. Há registo de festas ligadas a São José em diferentes locais do Reino Unido.
A devoção josefina continua a aumentar nos séculos seguintes. Conservam-se breviários carmelitas e franciscanos do final do século XIV nos quais se vê, por escrito, a data da festividade de São José. Nestes escritos medievais aparece, pela primeira vez, a data de 19 de março como dia de São José.
São Bernardo de Claraval, Santa Gertrudes, a Grande, e Santa Brígida da Suécia figuram entre os devotos medievais mais destacados.
O ponto de viragem na devoção a São José chegou com Jean Gerson (1363-1429), chanceler da Universidade de Paris, que lançou uma verdadeira campanha de promoção em 1413. O seu poema latino Josephina (2.957 versos) difundiu a devoção por toda a Europa.
No Concílio de Constança (1416), Gerson pregou sermões exigindo uma festa universal em honra de José. Argumentou que José devia ser representado como jovem e vigoroso, uma imagem condizente com alguém capaz de proteger e sustentar a Sagrada Família, rejeitando a iconografia de alguns autores anteriores que diziam que São José era um ancião.
São Bernardino de Siena (1380-1444), o apóstolo de Itália, continuou este trabalho apresentando José como modelo para os homens e administrador diligente que trabalhava dia e noite pelos seus.
Juntos, Gerson e Bernardino reescreveram o papel de São José na história da salvação.
No final do século XV, o Papa Sisto IV introduz a festa de 19 de março no Calendário Romano.
O século XVI marca a transição para uma devoção josefina institucionalizada. Santa Teresa de Ávila (1515-1582) tornou-se a grande promotora de São José, depois de atribuir à sua intercessão a cura de uma paralisia que a deixou como morta em 1537.
A Santa fundou o primeiro convento de Carmelitas Descalças sob a invocação de São José de Ávila em 1562 — o ponto de partida da sua reforma — e dedicou ao santo doze das suas dezassete fundações.
No final do século XVIII, mais de 150 igrejas carmelitas tinham o nome de São José.
São Francisco de Sales (1567-1622) incorporou a espiritualidade josefina na Ordem da Visitação, estabelecendo terço, ladainha e meditações diárias em honra do santo. Na sua décima nona Conferência Espiritual, exalta a caridade, humildade, fortaleza e constância de José, e defende a sua ressurreição e assunção corporal ao céu.
Nos anos seguintes, dando continuidade à nova corrente dominante, sucedem-se marcos pontifícios que consolidam a importância teológica de São José. É a oficialização litúrgica de uma devoção muito difundida entre o povo e ordens religiosas (como os Carmelitas).
O Papa Gregório XV, no ano de 1621, proclama o dia 19 de março como preceito universal, elevando a importância do santo ao nível dos Apóstolos para toda a cristandade.
O Papa Clemente XI, no ano de 1714, cria o ofício próprio no Breviário, dotando a Igreja de textos específicos (hinos, leituras) para meditar sobre São José na Redenção.
O Papa Bento XIII, no ano de 1726, inclui São José nas Ladainhas dos Santos, reconhecendo a sua intercessão como superior e necessária no culto público oficial.
Estas medidas culminaram no século XIX (1870), data em que o Papa Pio IX dá o passo definitivo, declarando-o Patrono da Igreja Universal, baseando-se precisamente nessa «importância teológica» que se foi construindo nos séculos anteriores. A 8 de dezembro de 1870, enquanto o Concílio Vaticano I permanecia suspenso após a queda de Roma, o Beato Pio IX promulgou o decreto Quemadmodum Deus, estabelecendo:
«Assim como Deus constituiu José, filho do patriarca Jacob, sobre toda a terra do Egito para assegurar o trigo ao povo, assim também, chegada a plenitude dos tempos, quando ia enviar à terra o seu Filho Unigénito, Salvador do mundo, escolheu outro José, do qual o primeiro havia sido figura, e constituiu-o senhor e príncipe da sua casa e dos seus bens, guardião dos seus tesouros mais preciosos».
A declaração de Patrono da Igreja Universal é um marco que assinala, de forma definitiva, o papel de São José na liturgia e na devoção dos fiéis da Igreja Católica.
A relevância de São José pode ser contemplada em numerosas obras que aprofundam a figura do Santo.
Entre elas, destaca-se a Quamquam Pluries de Leão XIII publicada no ano de 1889. A encíclica é o primeiro documento pontifício extenso dedicado inteiramente a São José. O Papa estabeleceu a dignidade única de José, derivada do matrimónio com Maria:
«Se o matrimónio é a união mais íntima [...] que comunica os bens entre os cônjuges, não pode duvidar-se de que José se aproximou mais do que ninguém da eminente dignidade pela qual a Mãe de Deus supera todas as criaturas».
O Papa Leão XIII argumenta que, sendo o esposo legítimo de Maria, José participa, por uma espécie de «comunicação de bens» matrimonial, da altíssima dignidade dela. Não é apenas um protetor: a sua união com a Mãe de Deus eleva-o acima dos anjos e dos demais santos.
Se foi a cabeça da Sagrada Família (a «Igreja nascente»), é lógico que a sua autoridade e proteção se estendam agora sobre o Corpo Místico de Cristo (a Igreja universal).
As reflexões de Leão XIII consolidam o caminho iniciado por Santa Teresa e São Francisco de Sales: a figura de José não é a de um simples acompanhante, mas a de alguém que possui uma dignidade única derivada do seu vínculo matrimonial com a Theotokos (Mãe de Deus).
Além disso, compôs a célebre oração Ad te, beate Ioseph («A ti, bem-aventurado José»), prescrevendo a sua recitação após o Rosário de outubro. É um momento histórico em que a devoção a Maria e a devoção a José se entrelaçam de forma inseparável na prática popular.
O centenário de Quamquam Pluries foi assinalado por São João Paulo II com a exortação apostólica Redemptoris Custos (15 de agosto de 1989), o documento mais extenso do magistério sobre José.
Estruturado em seis partes, analisa a figura evangélica de José, o seu serviço à paternidade, o seu silêncio eloquente, a sua vida interior e o seu patronato atual. O texto sublinha a realidade do matrimónio josefino e a paternidade de José:
«São José foi chamado por Deus a servir diretamente a pessoa e missão de Jesus mediante o exercício da sua paternidade [...] cooperando, na plenitude dos tempos, no grande mistério da salvação».
O Papa Francisco foi um defensor da figura de São José. O Papa foi sempre um fiel seguidor da importância de São José na Igreja Católica. Curiosamente, a sua primeira missa solene de início de pontificado teve lugar a 19 de março de 2013, na Praça de São Pedro.
Jorge Mario Bergoglio trouxe à Igreja dois elementos que ajudaram a difundir a figura do santo entre os fiéis.
O Ano de São José foi convocado pelo Papa Francisco através da Carta Apostólica Patris Corde («Com coração de pai»), marcando um marco na história recente da Igreja. Celebrou-se de 8 de dezembro de 2020 a 8 de dezembro de 2021.
O Papa escolheu estas datas para celebrar o 150.º aniversário da declaração de São José como Patrono da Igreja Universal, realizada por Pio IX em 1870.
A Carta Apostólica Patris Corde desenvolve sete traços da figura de José que resumem a visão moderna da figura de São José:
Pai amado: Pelo seu papel na história da salvação.
Pai na ternura: O Papa destaca que José ensinou Jesus a caminhar e a falar, vendo n'Ele a ternura de Deus.
Pai na obediência: Liga-se aos «quatro sonhos» narrados no Evangelho; o seu «fiat» (faça-se) foi silencioso, mas eficaz.
Pai no acolhimento: José aceita Maria sem condições prévias, um modelo de respeito pela mulher e de acolhimento do inesperado.
Pai de coragem criativa: Francisco descreve-o como aquele que sabe transformar um problema (a falta de hospedaria, a perseguição) numa oportunidade.
Pai trabalhador: Reivindica o valor do trabalho como participação na obra da salvação (seguindo a linha de São José Operário).
Pai na sombra: A metáfora da sombra do Pai Celeste. José é o guardião que sabe retirar-se para que o Filho brilhe.
A imagem de São José Adormecido tornou-se um dos símbolos mais fortes da espiritualidade contemporânea.
O próprio Papa Francisco reconheceu-se como um grande devoto da figura de São José, popularizando a prática de colocar papéis com intenções debaixo da imagem de São José a dormir antes de se deitar. Com este pequeno gesto, o Papa transmite aos fiéis duas mensagens poderosas.
Em primeiro lugar, reconhecer que nós não somos capazes de enfrentar os grandes desafios que a vida nos coloca todos os dias. Ao colocar o papel debaixo da figura de São José adormecido, pede-se a intercessão do santo para que nos dê forças para enfrentar os nossos problemas.
Além disso, procura-se a ajuda criativa enquanto dormimos. São José é um santo com iniciativa, decidido, não dorme na preguiça, está atento às soluções que Deus lhe possa propor.
Esta devoção à figura de São José adormecido baseia-se no facto de, na Bíblia, os momentos cruciais da vida de José não ocorrerem através de palavras ditas por ele (pois não se regista uma única palavra sua nos Evangelhos), mas através de quatro sonhos narrados no Evangelho de Mateus.
O primeiro sonho é, talvez, o momento mais dramático para São José, pois está dilacerado pela dúvida perante a gravidez de Maria. José, sendo «justo», procurando fazer o bem mesmo numa situação dolorosa e confusa, não deseja denunciá-la, mas também não consegue conviver com um mistério que não compreende. O anjo não só lhe dá informação técnica sobre a Encarnação, como lhe devolve a paz. Ao despertar, o sonho transforma-se num ato de fé radical: José aceita um mistério que ultrapassa a lógica humana e assume a paternidade legal do Filho de Deus, salvando a honra de Maria e a vida do Menino.
No segundo sonho, a ordem de fugir para o Egito. São José recebe as ordens para poder exercer o seu papel de guardião. O santo tem fé total nas mensagens de Deus e acata-as de forma imediata. O santo «levantou-se, tomou o menino e a sua mãe de noite». O sonho não produz nele uma paralisia contemplativa, mas uma agilidade operativa. São José, o proativo, procura as condições de segurança para a sua família sob a orientação de uma instrução recebida.
O terceiro e o quarto sonho (o regresso do Egito e o desvio para Nazaré) consolidam José como o homem do discernimento constante. Estas passagens mostram que a orientação de Deus não é um acontecimento único, mas um acompanhamento passo a passo. José tem de decidir onde se estabelecer num mapa político perigoso.
O quarto sonho é particularmente revelador porque mostra uma interação entre o medo humano de José (de Arquelau) e a direção divina. Deus não anula o instinto de prudência de José, mas confirma-o e orienta-o para Nazaré, cumprindo assim as profecias.
A evolução iconográfica de São José reflete o desenvolvimento teológico da sua figura.
As primeiras representações conhecidas datam de 432-440 d.C. nos mosaicos do arco triunfal de Santa Maria Maior (Roma), onde aparece jovem, barbado e vestido como patrício romano.
A iconografia medieval, influenciada pelos apócrifos, representou-o como um ancião incapaz.
Após o Concílio de Trento, esta imagem foi substituída pelo José vigoroso de El Greco, Guido Reni e Murillo.
Os principais atributos iconográficos de São José incluem: