Cobre-ambão | São José com o Menino Jesus

Cobre-ambão | São José com o Menino Jesus
Cobre-ambão | São José com o Menino Jesus
Cobre-ambão | São José com o Menino Jesus, Img
Cobre-ambão | São José com o Menino Jesus
Cobre-ambão | São José com o Menino Jesus, Img 1
Disponibilidade: Em stock
Ref: 56B076
Antes: 170,00€

145,00€

Iva incluído

o
compre rapidamente sem se inscrever

(2.000 Kg.)

Você receberá seu pedido em 24 horas se fizer de segunda a quinta antes das 18h ou na sexta antes das 13h (Península e Ilhas Baleares em cidades a 50 km do sede da delegação da agência de transporte) Ver opções

Cobre-ambão imagem de São José com o Menino

  • Cobre-ambão com imagem de São José com o Menino Jesus.
  • Cor bege.
  • Fabricado em viscose e poliéster.
  • 55 cm de largura por 230 cm de comprimento.
  • Forro interior.
  • Decorado com imagem na parte dianteira e traseira.
  • À venda outros cobre-ambões litúrgicos.

Bordado do Pano de Ambão: São José com o Menino Jesus de Guido Reni

A imagem do cobre-ambão está inspirada na célebre pintura São José com o Menino Jesus do mestre italiano Guido Reni (1575-1642), realizada por volta de 1635 e conservada atualmente no Museu do Hermitage de São Petersburgo, Rússia.

Guido Reni, conhecido como «il Divino» pelos seus contemporâneos, foi um dos pintores mais influentes do Barroco europeu. Formado na prestigiada Escola de Bolonha sob a tutela dos irmãos Carracci, desenvolveu um estilo que combinava o classicismo renascentista com a emotividade do Barroco.

A sua famosa obra São José com o Menino Jesus é um óleo sobre tela (126 x 101 cm) que representa São José a segurar o Menino Jesus com um gesto de suma ternura. Olha-o com amor e devoção. O Menino volta-se para São José com gesto carinhoso, tocando-lhe a barba. Jesus está plácido nos braços de São José, confia plenamente nele.

O artista italiano cria o efeito de intimidade paterno-filial empregando um refinado claro-escuro e uma paleta cálida de ocre, brancos e vermelhos. A pincelada suave e as veladuras delicadas criam uma atmosfera de serenidade celestial.

A pintura reflete a transformação iconográfica de São José durante a Contrarreforma católica. Se anteriormente o santo era representado como figura secundária, o Concílio de Trento e a devoção de Santa Teresa de Ávila impulsionaram uma nova imagem: São José como modelo de paternidade amorosa, fidelidade conjugal e humildade cristã.

A figura de São José na Igreja Católica

A figura de São José e o seu papel nos ritos da Igreja Católica evoluíram ao longo dos anos.

Nos primeiros séculos do cristianismo, a atenção teológica e litúrgica centrou-se quase por completo em Cristo e, em segundo lugar, na Virgem Maria. São José aparecia, tinha muito pouca presença nas celebrações litúrgicas e, por conseguinte, nas representações artísticas da época. Nas ocasiões em que era representado, especialmente ao longo da Idade Média, costumava aparecer em cenas da Natividade, cenas do presépio de Belém, como um ancião afastado, ligeiramente distante.

A Igreja e, por extensão, os artistas que faziam este tipo de obras procuravam evangelizar os fiéis, destacando que São José não era o pai biológico de Jesus, pondo em evidência a importância da doutrina da virgindade de Maria.

A partir do século XVI, com a Contrarreforma e o Concílio de Trento, a figura de São José foi reivindicada por uma nova corrente de teólogos e santos como Teresa de Jesus.

Este novo grupo consegue ver o verdadeiro papel que Deus reservara para São José: um esposo fiel, um trabalhador incansável e um pai responsável. A nova visão faz com que se instaure inúmeras novas festas dedicadas ao santo, confrarias, paróquias dedicadas à sua devoção, etc.

Quanto às representações artísticas, São José torna-se protagonista num aglomerado de quadros, estátuas, tapeçarias, etc. Em muitas dessas obras religiosas representa-se São José com o Menino Jesus, para destacar o seu papel como pai, trabalhando na sua oficina ou guiando a Sagrada Família.

A importância de São José consolida-se nos séculos XIX e XX. Os papas aprofundaram esta revalorização: Pio IX declarou-o Patrono da Igreja universal a 8 de dezembro de 1870, mediante o decreto Quemadmodum Deus, afirmando que, assim como protegeu Jesus e Maria em Nazaré, agora protege o Corpo de Cristo, sendo a Igreja.